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Luto e depressão animal - Revista Época

por Equipe de Comunicação
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Uma fêmea de labrador de 12 anos ganhou o coração dos britânicos, que acompanham com aflição seu sofrimento. Abby exibe cada vez mais um olhar distante e melancólico nos passeios diários que faz ao memorial construído no norte de Londres, em frente à casa de seu antigo dono, George Michael, morto em dezembro de 2016. Conduzida por um passeador profissional, a cachorra costuma se deitar em meio às flores, fotos e aos cartazes colocados pelos fãs do cantor.

George Michael levou as irmãs recém-nascidas Abby e Meg para casa em 2006. Por muitos anos, Abby viveu feliz ao lado dele, de seu então companheiro Kenny Goss e de sua irmã. Era uma família normal, que fazia caminhadas animadas pela cidade, rotina interrompida apenas durante as turnês.

Mas tudo começou a mudar em 2009, quando, pouco a pouco, a cadela foi perdendo sua rede de afeto. Primeiro foi Kenny, que se separou de Michael naquele ano. Sua irmã Meg morreu em 2015. Até que, no ano seguinte, em 25 de dezembro, o cantor deixou o mundo aos 53 anos, por problemas no coração e no fígado.

O ex-integrante do Wham!, duo que o lançou ao estrelato, era apaixonado pelas cachorras e as chamava de “minhas garotas” e “minhas melhores amigas”. Ele chegou a dizer que não queria ser sepultado sozinho. “Quero minhas cachorras perto de mim na morte, assim como quando estavam em vida.” As cinzas de Meg estão no mesmo espaço onde foram colocadas as de Michael.

Abby vive aos cuidados de familiares de Michael, mas parece incapaz de superar a morte de seu melhor amigo, com quem viveu por cerca de dez anos, e de sua irmã. Simone Bergamini, presidente da Associação Brasileira de Medicina Veterinária Comportamental, explica que, assim como humanos, cães podem ter depressão, principalmente em casos pós-traumáticos. “Se suas referências de família acabam repentinamente, isso pode ser um trauma, principalmente após uma certa idade.”

Os sintomas são os mesmos que se manifestam em uma pessoa deprimida: falta de ânimo e apetite, isolamento, apatia ou perda generalizada do interesse pela vida. Amigos do cantor que convivem com a labrador afirmam que o apetite de Abby nunca voltou ao normal. Outros dizem que ela parece “sem alma” desde a morte de Michael. Os especialistas, no entanto, alertam sobre a necessidade de fazer um exame físico minucioso antes de dar um veredicto final de doença psicológica.

“É preciso confirmar se os sintomas apareceram imediatamente após a morte, ainda mais no caso de Abby, uma cadela idosa. Antes de falar em depressão, é preciso checar uma série de outros problemas físicos, como artrose, problemas nos rins ou ainda hormonais”, afirmou Bergamini. “Uma vez confirmada a depressão, antidepressivos, em casos mais graves, ou terapias cognitivas podem ajudar o animal a criar novas referências de afeto”, disse a especialista.

A história de Abby lembra o célebre caso do cão akita Hachiko, que sempre esperava seu dono, o professor Hidesaburo Ueno, na estação de trem de Shibuya, bairro de Tóquio, quando este voltava ao final do dia da Universidade de Tóquio, onde dava aulas. Quando o professor sofreu um avc e morreu, Hachiko continuou a esperá-lo. Por quase dez anos foi alimentado por pessoas nas proximidades. A história, ocorrida em meados de 1930, ganhou relatos em livros, estátua em homenagem ao cachorro e longas-metragens, o mais famoso deles de 2009, com Richard Gere.

Os cães possuem um medo instintivo de ficar sozinhos, afirmou Alexandre Rossi, zootecnista e especialista em comportamento animal. “Depois de uma grande perda, quando seu porto seguro morre, (o cachorro) provavelmente vai precisar de alguém para substituir esse afeto, desenvolvendo um vínculo ainda maior com outra pessoa e virando até sua sombra. Se essa sensação de perda se repete, o desespero de mais uma vez tentar encontrar aquela pessoa e não conseguir pode fazer com que o cachorro fique traumatizado.”

Além disso, o luto pode levar a doenças físicas. Após ficar um tempo sem comer, por exemplo, o cão corre o risco de desenvolver gastrite. “Em casos como esses, uma forma de tratamento — além da necessidade de um novo vínculo — é aumentar os exercícios e trocar sua ração, com alimentos bem palatáveis. Um cachorro com essa doença também não deve dormir no quintal, mas ter um relacionamento bem próximo, de preferência no
mesmo quarto.”

Fonte: Revista Época

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