COMPORTAMENTO

Depressão canina existe?

por Equipe de Comunicação
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Considerada “o mal do século” pela OMS, a depressão é uma doença que atinge não somente humanos, mas também os cães, que podem sofrer com esta condição. No programa Pet na Pan, que era mantido por Alexandre Rossi, o especialista em comportamento animal e sócio-fundador da Cão Cidadão, abordou a fundo o tema.  

A depressão canina é apenas uma forma de "apelidar" um quadro agudo de falta de estímulo em que o cão deixa de praticar alguns hábitos característicos da espécie, e não necessariamente é um distúrbio psiquiátrico como é constatado em humanos.

“O cachorro depende da matilha para saber como está o clima do ambiente e do humano. Ao fazer com que o cachorro fique muito animado e crie expectativa de que algo vai acontecer, o tutor promove uma alteração de comportamento que normalmente deixa os cães ansiosos. Quando estas expectativas não são alcançadas, eles ficam deprimidos”, explica o professor de medicina veterinária da Universidade Anhembi Morumbi, Wagner Ushikoshi.

Além disso, a depressão canina está diretamente ligada à idade: quanto mais velho, mais chances de o cão ficar depressivo Por conta do comportamento instintivo, é mais fácil tirar o cachorro da apatia do que reverter o quadro de depressão de um humano. Para isso, basta oferecer estímulos que façam com que ele se sinta parte da matilha/família.

Hoje, é possível saber que o cérebro humano e dos animais são muito semelhantes, principalmente dos mamíferos. Pesquisas recentes mostram que os peixes têm sintomas parecidos com a depressão e que vários remédios antidepressivos de seres humanos fazem efeito nestes bichos. Por este motivo, muitos destes animais servem como modelo para testes de drogas psicoativas.

“Temos que tomar cuidado para não humanizar demais os cachorros e achar que ele está depressivo, quando na verdade ele pode estar sentindo alguma dor. Por isso, é importante fazer uma investigação para saber se são sintomas da depressão. Somente após a confirmação, é possível estimulá-lo de alguma maneira”, recomenda Alexandre Rossi.

Para saber mais sobre este e outros assuntos do programa Pet na Pan, clique aqui!

 

 

 

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