BEM ESTAR

IMPORTÂNCIA DA SOCIABILIZAÇÃO PARA TER UM ANIMAL EQUILIBRADO

por Alexandre Rossi | Coluna Canal Pet - Ig
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Este é um tema que volta e meia surge ao falarmos sobre os animais de estimação, especialmente os cães e gatos: sociabilização. Mesmo assim, a maioria das pessoas ainda não faz ideia do quanto a sociabilização adequada de um filhote é importante para que ele se torne um adulto equilibrado.

Um cão ou gato que não passou pela sociabilização pode ter mais chances de apresentar alguns comportamentos que vão comprometer a sua qualidade de vida e a convivência com a família, como medo excessivo, insegurança ao lidar com companheiros da mesma espécie, outros animais, ser exposto a ruído, situações ou pessoas diferentes etc.

Quando ocorre

 A fase mais importante a esse respeito de um cão vai do 50º dia de vida aos 3 meses de idade e, no gato, da 2ª semana até os 2 meses de vida.

Essa é uma fase de rápido desenvolvimento dos padrões comportamentais sociais, extremamente importante para a vida do animal. Tudo que acontecer nesse curto período afetará a forma como o adulto se relacionará com o mundo ao seu redor, pois terá formado padrões de resposta às principais influências do ambiente.

Assim, experiências positivas ficarão marcadas, assim como as ruins, o que pode ser bastante preocupante. Podemos dizer, inclusive, que investir em uma sociabilização bem-feita significa vacinar o animal contra vários problemas de comportamento futuros.

É nessa fase que cães e gatos estabelecem ligações de forma mais rápida com indivíduos de sua própria ou de outra espécie, e com ambientes diferentes. Aqueles que constroem relações sociais durante essa fase geralmente são capazes de mantê-las por toda sua existência!

Como fazer?

A sociabilização correta consiste em apresentar o filhote para as mais diversas situações durante esse período: pessoas diferentes, animais, barulhos, objetos, sons, movimentos, texturas. Tudo de forma tranquila e positiva, com muito cuidado para não assustá-lo! É importante ir observando o comportamento do pequeno durante essas situações, para garantir que ele não está muito assustado ou inseguro.

E as vacinas?

Aqui surge uma questão que costuma gerar controvérsias: esta fase corresponde, também, ao período em que o filhote está sendo vacinado. E, assim, o risco de contrair doenças graves também é grande. Esse fato não deve ser suficiente para não se investir no processo, mas sempre tomando muito cuidado para que o filhote não tenha contato com outros animais desconhecidos ou não vacinados, ou ande em locais com alto  risco de contaminação.

Em outros países, cientistas já constataram que o número de cães eutanasiados por problemas comportamentais é maior do que os que falecem em razão de doenças contagiosas. Mais um motivo, portanto, para investirmos na sociabilização correta dos filhotes.
Ainda pensando nessa questão das vacinas, uma boa alternativa é estar com o filhote no colo, para que possam ser feitas as associações positivas necessárias.

O tempo é curto: não podemos vacilar

O prazo que temos para investir na boa sociabilização dos filhotes é bem curto. Portanto, desde que o pequeno chegar em casa, não se esqueçam de priorizar a apresentação do mundo a ele de forma bacana, como uma das medidas para torná-lo um adulto equilibrado e feliz!

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