PROBLEMAS COMUNS

COMPULSÃO É UM PROBLEMA DE COMPORTAMENTO QUE TAMBÉM ATINGE OS ANIMAIS

por Alexandre Rossi | Coluna Canal Pet - Ig
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Assim como ocorre com os seres humanos, os pets também podem apresentar comportamentos ditos “obsessivos”. A chamada compulsão se caracteriza por comportamentos repetitivos, sem motivo aparente e não vantajosos, que podem, inclusive, levar o animal de estimação a se ferir.

Os relatos mais comuns dos tutores são: o cão que se lambe excessivamente, até ferir partes do corpo como as patas, rabo, dorso; gato que arranca tufos do próprio pelo; aves que arrancam as penas; cão que persegue o próprio rabo ou a própria sombra. Mas como saber se determinado comportamento do amigo de estimação é, efetivamente, uma compulsão?

Diagnóstico

Caso você desconfie que o animal está apresentando algum comportamento repetitivo, é preciso buscar ajuda de um médico veterinário. Esse profissional fará toda a avaliação necessária para descartar alguma doença como possível gatilho do problema. Isso porque um cão que começa a lamber as patas excessivamente, por exemplo, pode ter algum fator dermatológico que, se tratado, fará o comportamento cessar.

Se os exames clínicos descartem qualquer sinal de doença ou problema de saúde, precisam ser tomadas as medidas necessárias para o tratamento da parte comportamental. Lembrando que, para esses casos, sabemos que há predisposição genética envolvida, geralmente em razão de desequilíbrio químico de neurotransmissores do cérebro. Esse fator pode levar à necessidade de utilização de medicação, a ser prescrita pelo médico veterinário. Pesquisas recentes mencionam, inclusive, quais genes estariam envolvidos com determinadas compulsões.

O que fazer?

Muitas vezes, a “mania” surge por falta de atividades para um cão que tem bastante energia, por um estresse gerado pelo ambiente onde ele vive, ou mudança brusca na rotina.  Aliás, o estresse é um dos principais causadores de comportamentos compulsivos em animais já com a predisposição genética.

Assim, uma das medidas é sempre promover enriquecimento ambiental para o pet, ou seja, proporcionar atividades que ele possa se entreter bastante e que sejam adequadas às necessidades dele como espécie. Exemplo: cães são animais sociais, precisam de convívio com outros animais e com os humanos; gatos, são caçadores e escaladores por natureza e precisam dar vazão a esses comportamentos.

Nesse sentido, é também importante dar ao animal de estimação a oportunidade para extravasar a sua energia com atividades físicas, como longos passeios diários aos cães ou possibilidade de caçada ou escalada para os gatos.

É preciso também verificar se o ambiente e o relacionamento do animal com o tutor está adequado para o comportamento da espécie. Cães muito ligados ao dono podem ficar bastante ansiosos ao serem deixados confinados por longos períodos de tempo, e esse fato pode deflagrar comportamentos compulsivos. Gatos submetidos a mudanças drásticas no ambiente em que vivem podem ficar bastante ansiosos e incomodados.

A ajuda de um profissional assim que se notar os primeiros sintomas de pode ser o diferencial para evitar que a compulsão tome proporções graves.

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